O mundo rural

     O aguarelista procedeu a uma atenta observação do mundo rural, que captou, iconograficamente, em múltiplas variantes. Do seu pincel saiu um infindável registo de paisagens campestres, de ruas de antigas aldeias, de rios de margens densamente arborizadas, de cam­poneses entregues às suas tradicionais ocupações; estabeleceu, ainda, vários apontamentos de situações de convívio colectivo ou de momentos de relacionamento entre pessoas.
     Em virtude desta multiplicidade de aspectos que Roque Gameiro observou e reproduziu, as suas aguarelas que focalizam a temática rural tornaram-se um inestimável testemunho da vida rústica portuguesa de finais do século XIX e de inícios do século XX, assim como um comprovativo do que era o aspecto das nossas aldeias. Daí que, ao contem­plarmos essas imagens, não possamos, somente, ter presentes critérios fundamentados em valores estéticos ou pitorescos, mas também a noção do interesse documental que elas encerram.
     Apesar de ter passado quase toda a sua vida na capital, o pintor conservou, das suas raízes aldeãs, o gosto pela simplicidade e pela tranquilidade, próprias da paisagem campe­sina; talvez por isso, aflore, esporadicamente, nos quadros subordinados a essa temática, uma certa nostalgia mesclada de saudade.
 
     Roque Gameiro percorreu várias localidades do país em busca de recantos que lhe servissem de inspiração, e, reiteradamente, procedeu à representação de várias cenas de trabalhos quotidianos dos camponeses. A figura da mulher ocupada em tarefas do seu dia-a-dia, lavando roupa em pequenos ribeiros, só ou em grupo, surge enquadrada na paisagem, introduzindo uma notação de vida nesse espaço, quer integrada nele, quer constituindo o elemento principal da composição. As aguarelas Em São Pedro do Sul e os dois exemplares intitulados Avô ilustram cabalmente este aspecto.
 
A Paisagem Campestre
     Roque Gameiro percorreu várias localidades do país em busca de recantos que lhe servissem de inspiração, e, reiteradamente, procedeu à representação de várias cenas de trabalhos quotidianos dos camponeses. A figura da mulher ocupada em tarefas do seu dia-a-dia, lavando roupa em pequenos ribeiros, só ou em grupo, surge enquadrada na paisagem, introduzindo uma notação de vida nesse espaço, quer integrada nele, quer constituindo o elemento principal da composição. As aguarelas Em São Pedro do Sul e os dois exemplares intitulados Avô ilustram cabalmente este aspecto.
Maria Lucília Abreu
in A Aguarela na Arte Portuguesa, ACD Editores, 2008

 

A Ponte de Avô
 
Aguarela sobre cartão
19 x 27 cm
Ver:
♦ Exposição de 1946

 

JPMB
Avô II
 
Aguarela sobre cartão
18 x 26,5 cm
 
A Torre da Lapela
 
Aguarela
1934
Ver:
♦ Exposição de 1946
A Torre da Lapela
 
Aguarela
1934
Ver:
♦ Exposição de 1946
Avô: casario
 
Aguarela
Avô: Domingo à tarde
 
Aguarela
Ver:
♦ Exposição de 1929 e 1946
Avô: Paisagem com rio

 

Aguarela sobre papel
15 x 20,5 cm
Ver:
♦ Exposição de 1946
Avô ?

 

Aguarela
JPMB
Ilha dos amores
Gondarem
(Vila Nova de Cerveira)
 
Aguarela
17 x 24 cm
1934
Ver:
♦ Exposição de 1946

Leninha

Rio Minho em Monção
 
Aguarela
Rio Minho entre Barbeita e Torre

 

Aguarela
 
Serra da Estrela
 
Aguarela sobre papel
19 x 29 cm
 
AMB
Eugaria
 
Aguarela sobre cartão
13,5 x 18,5 cm
 
JX
Cintra, Quinta de Monserrate
 
Aguarela sobre papel
58 x 45 cm
Habitações rurais
 
Aguarela sobre papel
 
Rio de Milho
(Eugaria - Colares)
 
Aguarela sobre papel
15,5 x 19 cm
 
Uma Quelha em S. Romão
 
Aguarela sobre papel
28 x 18 cm
Museu de José Malhoa
Ver:
♦ Exposição de 1946

Um Século de Pintura e Escultura em Portugal, de Fernando de Pamplona (1943)

(Colecção Álvaro Pedro de Sousa)
Fábrica de Cola em Campolide
 
Aguarela sobre papel
1890
 
A Porta da Vila de Óbidos
 
Aguarela sobre papel
1913
Ver:
♦ Exposição de 1918 e 1922
Revista da Semana de 1923-01-27
(Colecção Horácio Costa)
Rio da Rainha - Óbidos
 
Aguarela sobre papel
Lavadeira
 
aguarela sobre papel
43 x 32,5 cm
1911
A capela da Arrifana
 
Aguarela sobre papel
15,5 x 21,5 cm
Ver:
♦ Exposição de 1946
Museu de José Malhoa
Ermida de
Nossa Senhora do Carmo
(Óbidos)
 
Aguarela
29 x 23 cm
1915
Volta do mercado saloio
 
Aguarela
1918
Ver:
♦ Exposição de 1946

«Costumes do século XVIII»

(Colecção Manuel Posser de Andrade)
Em Almoçageme
 
Aguarela sobre papel
18 x 22 cm
Colares, estrada do Corvo
 
Aguarela sobre papel
42,5 x 29,5 cm
Casa rústica em Minde
 
Aguarela sobre papel
45 x 24 cm
1892
  
Rua de S. Pedro do Sul
com aguadeira
 
Aguarela sobre cartão
25,5 x 18,5 cm
1917
    (Duas aguarelas 
Ver:
♦ Exposição de 1946

(colecção Pedro Monjardino)

Em S. Pedro do Sul
 
Aguarela sobre cartão com toques de guache
23 x 18 cm
Museu de José Malhoa
Luso
 
Aguarela sobre cartão
18 x 25,2 cm
Museu de José Malhoa
Marvão
 
Aguarela sobre papel
26,5 x 18 cm
Falagueira
Casa Saloia
 
Aguarela sobre papel
28 x 37 cm
Fonte saloia
(Estudo)
 
Aguarela para Bilhete postal
Ver:
Exposição de 1905
 
Paisagem com casario e figuras
 
Aguarela
1917
 
Torre da Misericórdia
(Viana do Alentejo)
 
Aguarela sobre papel
colado em cartão
1922

Casa dos Patudos (Alpiarça)

 
Torre de Menagem
do Castelo de Viana do Alentejo
 
Aguarela sobre papel
colado em cartão
Casa dos Patudos (Alpiarça)
Moinho no Barreiro
 
Aguarela
31 x 24 cm
1894
MERG
Ver:
Exposição de 1894
Serra de Sintra
(Moinhos do Penedo)
 
Aguarela sobre papel
72 x 103 cm
1901
Ver:
Exposição de 1901
♦ 1901-06-16 - Brasil Portugal
Moinhos
em S. Pedro do Sul
 
Rapaz junto a Azenha
 
Aguarela sobre papel
18 x 24,5 cm
Aguarela
    
 
Lavando no rio
e
Arvore e tanque com arvoredo

 

Aguarela sobre papel
1910
    (Duas aguarelas 
Viana do Alentejo
 
Estudo
17 x 21 cm
1921
Mafra
 
Aguarela
Paisagem em Queluz
 
Aguarela
22 x 28,5 cm
1919
Azambuja
 
1913
Choupal
Paisagem
 
Aguarela
 
Árvore em Minde
 
Aguarela sobre cartão
25 x 17,5 cm
Árvore
 
Árvore
 
Bosque
(estudo)
 
Árvore
 
Grafite
36 x 23,5 cm
Interior da Igreja de Marvão
 
Aguarela sobre papel
27 x 18 cm
Igreja Matriz de Marvão
 
Museu de Évora
Ver em
Interior da Igreja Matriz
(Viana do Alentejo)
 
Cascata de quinta
(Óbidos)
 
 
 
O tanque da quinta
do Convento do Carmo
(Colares)
44 x 34 cm
Ver:
♦ Exposição de 1910 e 1911
Ilustração Portuguesa de 1911-11-20
Vida artística de 1911-12-02
A eira do Casal de S Bráz
(Falagueira)
Ver:
♦ Exposição de 1911
Ilustração Portuguesa de 1911-11-20
Casa saloia
65 x 55 cm
Ver:
Exposição de 1909
Páteo de uma casa saloia
nos arredores de Lisboa
 
Ver:
♦ Exposição de 1920
A Pátria de 1920-06-29
?
Ver Gazeta de Notícias de 1920-08-22
?
Ver Gazeta de Notícias de 1920-08-22